Entenda os principais riscos ergonômicos nas empresas, o que eles representam e qual a melhor solução para evitá-los.

Toda empresa possui riscos ergonômicos, por mais bem organizada que seja. Eles estão presentes em diversos âmbitos. Tanto no físico, quanto no psicológico e cognitivo. Por isso, prestar atenção nestes riscos pode significar a melhoria da qualidade de vida dentro de uma empresa.

Apesar de existirem inúmeros tipos de empresas com diferenciados tipos de riscos, alguns deles são comuns na grande maioria dos casos. É sobre estes que vamos falar hoje.

Entenda os principais riscos ergonômicos nas empresas

Repetitividade

A repetitividade entra tanto no fator físico quanto psicológico como um dos mais frequentes riscos ergonômicos nas empresas. As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) acontecem quando um mesmo movimento é repetido inúmeras vezes constantemente, ou com muita frequência.

Como exemplo, podemos citar a tendinite, que costuma aparecer quando um movimento leva os músculos à exaustão com frequência.

Outro exemplo, dessa vez psicológico, é o estresse causado pelo atendimento telefônico de uma reclamação atrás da outra, muito comum em call centers. Seja na ergonomia física ou na psicológica, a repetitividade representa um dos maiores riscos ergonômicos nas empresas.

Postura

Outro risco ergonômico frequentemente encontrado em muitas empresas diz respeito à postura na qual os colaboradores permanecem durante a maior parte do dia. Não é saudável permanecer muito tempo em uma só posição, mas a situação se agrava quando a postura é inadequada.

A falta de equipamentos adequados para corrigir a postura em uma estação de trabalho pode levar a diversos problemas de saúde passageiros, como dor nas costas e cansaço nas pernas, ou permanentes, como desgaste da coluna e dos músculos.

É de extrema importância observar atentamente a postura de todos os trabalhadores.

 

Iluminação

Tanto os olhos quanto a mente sofrem sob uma iluminação inadequada. Os olhos podem apresentar problemas de visão que vão desde o mais simples, como o embaçamento da vista momentâneo, até o mais complexo, como condições que deterioram permanentemente a visão.

Além disso, são comuns as dores de cabeça, enxaquecas, irritação e estresse. Luzes muito intensas ou muito fracas são prejudiciais em qualquer ambiente que exija atenção.

Quanto ao computador, a luz azul pode prejudicar a visão permanentemente. É necessário tomar medidas de precaução para evitar danos que não podem ser reparados.

 

Ritmo de trabalho acelerado

Este risco ergonômico nas empresas pode causar estresse físico e psicológico, além de afetar a disposição e o sistema imunológico dos colaboradores. Trata-se de quando um funcionário tem uma grande quantidade de tarefas para entregar em pouco tempo.

Por vezes, mesmo cumprindo uma jornada de trabalho ideal, a quantidade de tarefas exigida ultrapassa muito o que seria saudável para o colaborador.

Isso é muito comum no comércio, onde vendedores e atendentes lidam com inúmeros clientes ao longo de um fim de semana de alta demanda. Também pode ocorrer em escritórios que têm uma equipe reduzida para dar conta de uma grande carga de trabalho.

 

Jornada prolongada

Este é um dos mais graves riscos ergonômicos nas empresas. Ao prolongar a jornada de trabalho, o colaborador está gerando desgaste físico, psicológico e emocional para si mesmo. Este assunto deve ser tratado com muita sensibilidade pela empresa.

Uma jornada prolongada aumenta iminentemente os níveis de estresse. Se ocorrer frequentemente, a inteligência emocional fica prejudicada também. Não menos importante é o cansaço físico, que não é vencido por uma noite de sono e permanece quando o colaborador desperta no dia seguinte.

Além dos inúmeros problemas de saúde, este risco ergonômico pode levar à desmotivação, à improdutividade e ao desligamento voluntário.

 

Monotonia de atividades

Fazer uma única coisa durante a semana inteira também é um risco ergonômico nas empresas, especialmente em indústrias e algumas funções específicas do varejo ou em escritórios.

Caso esta condição esteja associada à repetitividade ou ao ritmo intenso de trabalho, o quadro pode ser ainda pior.

O colaborador é levado a níveis de estresse que prejudicam imediatamente a sua saúde psicológica, gerando distúrbios como ansiedade e até depressão.

Muitas vezes, um colaborador permanece calado, sofrendo em segredo por medo de ser desligado caso procure ajuda de seus superiores.

 

Pressão

Outro risco ergonômico nas empresas que afeta principalmente o âmbito psicológico é a pressão no ambiente de trabalho. Ela pode ocorrer de várias formas, sendo as mais comuns a pressão por resultados e o controle rígido de produtividade.

Vendedores trabalham sob pressão constantemente, pois precisam bater metas de vendas e alcançar resultados rápidos. Outro exemplo são os profissionais que precisam entregar várias atividades ao longo do dia, que sofrem pressão para fazer tudo o mais rápido possível.

A pressão no ambiente de trabalho gera estresse acentuado, desmotivação, depressão, desvio de humor, insatisfação e cansaço generalizado.

 

Levantamento e manuseio de cargas

Muito comum em distribuidoras, transportadoras e indústrias, o levantamento e manuseio de cargas é um risco ergonômico capaz de colocar a saúde do colaborador em estado crítico, caso não seja bem administrado.

Ao realizar o manuseio de cargas incorretamente, os danos à coluna e membros inferiores são imediatos. Os mais leves desaparecem após alguns dias de repouso, mas se o colaborador continuar se esforçando incorretamente, podem aparecer danos permanentes.

O afastamento por licença é comum nestes casos, e muitas vezes o colaborador tem danos para o resto da vida.

 

Qual a solução para os riscos ergonômicos nas empresas?

A única forma de prevenir e amenizar riscos ergonômicos nas empresas é com um bom programa de ergonomia. Este programa deve ser feito por uma entidade especializada em ergonomia e saúde ocupacional.

É preciso que consista em etapas como análise ergonômica do trabalho, avaliação postural, laudos ergonômicos, planejamento de soluções, controle e treinamentos.

Deve haver um comitê de ergonomia dentro das empresas que mantenha todos os parâmetros alinhados com as necessidades dos colaboradores e da organização, visando sempre a ergonomia no ambiente de trabalho.

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