De acordo com uma pesquisa realizada pela ISMA — International Stress Management Association — os índices de exaustão no trabalho são alarmantes! Isso porque, cerca de 30% dos profissionais sofrem de Burnout.

A síndrome passou a integrar, neste ano de 2022, a Lista Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo considerada um “fenômeno ocupacional”.

Diante do ritmo acelerado e competitivo dos ambientes corporativos, a situação se agrava. Isso porque, a busca por resultados e produtividade tem levado ao esgotamento e à perda da qualidade de vida.

Portanto, se você quer saber como preservar a saúde da sua equipe e evitar que ela seja afetada, confira este post na íntegra! 

Qual a relação entre exaustão no trabalho e Burnout?

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pela exaustão física e mental provocada pelas condições de trabalho. Em outras palavras, atividades laborais desgastantes causam estresse crônico, tornando- se uma enfermidade.

Também chamada de Síndrome do Esgotamento Profissional, o Burnout surge em empresas onde os altos níveis de competitividade, responsabilidade e sobrecarga de tarefas levam à exaustão no trabalho.

Não à toa, a doença gera grande tensão emocional e prejuízos imensuráveis à integridade física.

O que causa a exaustão no ambiente laboral?

Embora a causa da Síndrome de Burnout seja múltipla, envolvendo a combinação de diversos fatores, o principal deles pode ser considerado o excesso de trabalho. 

Porém, podemos citar ainda, uma breve lista do que pode levar ao desenvolvimento da enfermidade:

  • Longas jornadas de trabalho;
  • Cobrança excessiva;
  • Metas inalcançáveis;
  • Ambiente tóxico;
  • Falta de reconhecimento.

Se sua empresa apresenta sequer um desses pontos, já é necessário ter atenção para que o problema não tome maiores proporções. 

Afinal, não é ético e nem inteligente ter um colaborador inserido nesse tipo de cenário, se sentindo cansado, ansioso, desmotivado e abrindo mão da própria qualidade de vida ao se submeter à perda da saúde física e emocional.

Quais são os principais sintomas de Burnout?

Bem como as causas do Burnout que são variadas, os sintomas da exaustão no trabalho também se mostram de maneiras diversas. Entretanto, podem ser citados os sinais que costumam ser mais frequentes

Confira:

  • Cansaço físico e mental incessante;
  • Dores de cabeça recorrentes;
  • Perda ou aumento de apetite;
  • Insônia ou sono agitado;
  • Falta de concentração;
  • Sentimento de fracasso e insegurança;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Dificuldade em interagir;
  • Fadiga;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Taquicardia.

Existe tratamento para a Síndrome de Burnout?

Felizmente, sim!

Para tanto, é imprescindível que, primeiramente, seja realizado o diagnóstico adequado do quadro. Logo, é necessário procurar um especialista em saúde mental, o qual poderá analisar o contexto do paciente e seus sintomas.

A partir de então, o tratamento da Síndrome de Burnout é feito com psicoterapia e, em alguns casos, com medicamentos como antidepressivos e/ou ansiolíticos. 

Após cerca de três meses os primeiros indícios de melhora costumam surgir. Por isso, é preciso perseverar e não achar que tudo voltará a ficar bem em um passe de mágica, do dia para a noite. 

Além da abordagem psicoterapêutica e medicamentosa, a prática de exercícios físicos e de relaxamento é altamente recomendada para acelerar a recuperação e reverter os efeitos da exaustão no trabalho.

Vale a pena ressaltar que quanto antes o distúrbio começar a ser tratado, melhor. Em casos mais graves, nos quais o paciente demora para buscar ajuda, o caso pode evoluir, por exemplo, para uma depressão.

Mas como evitar o estado de exaustão?

Melhor do que entender como tratar o Burnout é saber o que fazer para evitar que o estado de exaustão seja atingido. Por isso, acompanhe a seguir como você pode manter um ambiente de trabalho saudável e cuidar dos seus colaboradores:

1. Prática de exercícios físicos

Praticar atividades físicas não só ajuda a reverter o quadro de Burnout, mas também a preveni-lo. Dessa maneira, é fundamental que as empresas promovam programas internos ou externos que estimulem a prática de exercícios.

Os hormônios liberados durante o processo reduzem os níveis de estresse, contribuindo com o equilíbrio emocional e evitando o esgotamento físico. 

2. Momentos de relaxamento

Além do corpo, é essencial cuidar da mente. Por isso, as organizações devem se empenhar na implementação de momentos dedicados à meditação e aos exercícios de respiração.

Investir em salas de descompressão, massagem, meditação e ginástica laboral, por exemplo, faz toda diferença na rotina dos profissionais. Contribuindo, inclusive, com a produtividade da equipe.

 

Leia também:

  1. Síndrome de Burnout no trabalho: o que é e como evitar?
  2. O que é PGR: Programa de Gerenciamento de Riscos?

 

3. Dizer “não” é importante!

É comum pensarmos que gestores gostam de ouvir sempre um “sim” de seus subordinados. Porém, esse condicionamento causa pressão e faz com que o profissional perca autonomia e se sinta reprimido.

Portanto, mostre ao seu time que saber a hora de dizer “não” também é muito importante e que você confia na capacidade que cada colaborador possui de estabelecer prioridades e cumprir prazos.

4. Estimule a interação social

Mesmo que sua empresa atue a partir de modelos de linha de produção, onde o tempo para conversar é curto, procure criar situações para que essa interação aconteça.

Através desses momentos de descontração o estresse pode ser aliviado. Sem falar, é claro, da sintonia que pode ser criada entre os colaboradores, fortalecendo o senso colaborativo.

5. Evite o “para casa”

Sabe quando estamos na escola que a professora passa aquelas famosas tarefas chamadas de “para casa”. 

Pois é, em tempos de home office e dispositivos móveis, é cada vez mais comum que o expediente não acabe mesmo depois de bater o ponto.

De tal modo, para evitar a exaustão no trabalho, é primordial que você saiba que seus colaboradores devem descansar e ter um tempo dedicado ao lazer. Por isso, evite, ao máximo, horas extras ou incomodá-los fora do horário comercial.

Por que a empresa precisa se preocupar?

Zelar pela saúde de seus funcionários é papel de qualquer empresa que busca ser responsável e cumprir com seus deveres. Dessa forma, se preocupar com a adoção de medidas que evitem a exaustão no trabalho é de suma importância.

Portanto, além de colocar em prática as cinco dicas anteriores que citamos, você, empresário, também pode fazer sua parte seguindo, à risca, as normas da Medicina e Segurança do Trabalho.

Ademais, também é obrigação da instituição implementar programas e políticas voltadas à prevenção de doenças ocupacionais. Em síntese, se você não quer perder profissionais capacitados e confiáveis, preze pelo bem-estar deles.

Esqueça a ideia de que “funcionário não pode ter conforto, senão folga”. Até porque, estamos falando sobre condições que garantam a saúde física e emocional, não sobre regalias ou privilégios desnecessários.

Lembre-se que ao investir na qualidade de vida da sua equipe, a produtividade da sua empresa também só terá a ganhar!

Conheça a gestão de saúde ocupacional da Clinimed Joinville.

 

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