A temperatura do ambiente de trabalho impacta diretamente na produtividade dos colaboradores em seus ofícios. Por essa razão, realizar a avaliação de calor é bastante importante para garantir a saúde, o bem-estar do pessoal e o alcance de resultados nas empresas.

Para isso, é necessário entender as consequências decorrentes da exposição ao calor, as fontes existentes e a temperatura ideal para cada atividade. Neste artigo explicamos tudo isso e, no fim, expomos as 4 melhores dicas fazer a avaliação de temperatura corretamente!

Quais são as consequências ao corpo pela exposição ao calor?

A exposição excessiva ao calor do sol consiste em uma alta carga radiante sobre o colaborador, que é conhecida como uma sobrecarga térmica. Isso aumenta as taxas metabólicas (energia gasta para atividades) e causa diversos impactos negativos no corpo da pessoa. Alguns exemplos de efeitos são:

  • choque térmico ou hipertermia, comprometendo o metabolismo;
  • exaustão;
  • prostração (imobilização ou ausência de reações) por desidratação ou diminuição do teor salino;
  • câimbras;
  • conjuntivite;
  • desmaios;
  • danos nas glândulas sudoríparas (produzem suor);
  • edema (acúmulo anormal de fluídos);
  • entre outros.

Quais são as fontes de calor existentes e qual a temperatura ideal?

A principal fonte de calor é o sol, e ela pode variar do local e altura onde o trabalho é realizado, como também do horário do dia. Porém, é comum a existência de outros fatores que alteram o calor, como uma máquina de carvão presente em um ambiente interno.

Quanto à temperatura ideal, ela está prevista na Norma Regulamentadora nº 15 (Atividades e Operações Insalubres), especificamente em seu anexo 3. A temperatura é medida de acordo com as calorias queimadas por hora (kcal/h). Quando o colaborador está sentado em repouso, o ideal é que o kcal/h seja de 100. Confira a tabela prevista na norma conforme o tipo de trabalho exercido seguido do kcal/h adequado.

Trabalho leve

  • sentado, movimentando os braços: 125;
  • sentado, movimentando braços e pernas: 150;
  • de pé: 150.

Trabalho moderado

  • sentado, movimentando vigorosamente braços e pernas: 180;
  • de pé, leve com movimentações: 175;
  • de pé, moderado com movimentações: 220;
  • em movimento: 300.

Trabalho pesado

  • trabalho pesado de levantar, empurrar ou arrastar peso: 440;
  • trabalho fatigante: 550.

Quais são as dicas de como deve ser feita a avaliação de temperatura?

1. Conheça aparelhos utilizados

Existem três aparelhos diferentes previstos na NR 15 que são utilizados na avaliação:

  • termômetro de globo;
  • termômetro de bulbo úmido natural;
  • termômetro de mercúrio comum.

2. Entenda o índice IBUTG

O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo – IBUTG é uma média ponderada de valores obtidos durante um intervalo de 60 minutos. Esse índice se divide em duas categorias, cada uma com um determinado objetivo e fórmula:

ambiente com sol: IBUTG = 0,7tbn + 0,3tg

ambiente sem sol: IBUTG = 0,7tbn + 0,1tbs + 0,2tg

Confira a legenda de cada um dos fatores das equações:

  • tbn: temperatura de bulbo úmido natural em ºC;
  • tg: temperatura de globo em ºC;
  • tbs: temperatura de bulbo seco em ºC.

Ao calcular o valor do IBUTG, o profissional da segurança do trabalho conseguirá consultar os limites de tempo de trabalho de acordo com o tipo de atividade. A relação está prevista no Quadro 1 do anexo 3 da NR 15:

  • trabalho contínuo: até 30 (leve), até 26,7 (moderada) e até 25,0 (pesada);
  • 45 minutos de trabalho e 15 de descanso: 30,1 a 30,5 (leve), 26,8 a 28,0 (moderada) e 25,1 a 25,9 (pesada);
  • 30 minutos de trabalho e 30 de descanso: 30,7 a 31,4 (leve), 28,1 a 29,4 (moderada) e 26,0 a 27,9 (pesada);
  • 15 minutos de trabalho e 45 de descanso: 31,5 a 32,2 (leve), 29,5 a 31,1 (moderada) e 28,0 a 30,0 (pesada);
  • necessário ter medidas de controle: acima de 32,2 (leve), acima de 31,1 (moderada) e acima de 30,0 (pesada).

Para chegar à média ponderada por hora do IBUTG, usa-se a seguinte equação:

IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td/60

Legenda:

  • IBUTGt: índice no local de trabalho;
  • IBUTGd: índice no local de descanso;
  • Tt e Td: tempo de trabalho e descanso, respectivamente.

Também é importante observar o Quadro 2 do mesmo anexo, que relaciona o M (kcal/h) com o máximo IBUTG:

  • 175 (kcal/h): 30,5 (IBUTG);
  • 200: 30,0;
  • 250: 28,5;
  • 300: 27,5;
  • 350: 26,5;
  • 400: 26,0;
  • 450: 25,5;
  • 500: 25,0.

3. Meça a altura correta

O aparelho que mede o IBUTG é ajustado com um tripé, e é importante que ele seja ajustado para a altura que mais afeta o corpo do colaborador. Caso você não saiba o valor, pode deixar na altura do tórax.

4. Tome os cuidados necessários com o equipamento

É importante ter certos cuidados com a parte eletrônica do medidor para que a avaliação da temperatura não seja prejudicada. Se o ambiente tem uma temperatura de acima de 58 graus, não deixe a parte de baixo do equipamento perto da fonte de calor, caso contrário, poderá danificá-lo. Nessas hipóteses, você pode deixar perto da fonte apenas a base dos sensores.

A avaliação de valor é excepcionalmente importante para a manutenção da saúde, conforto e bem-estar dos colaboradores no ambiente de trabalho, pois evita a ocorrência dos danos listados.

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